As coisas só acontecem quando me movimento
- Leo

- 16 de ago.
- 2 min de leitura
Hoje eu voltei a me movimentar.
Não foi uma corrida. Foi um gesto pequeno — e, por isso mesmo, enorme.
Seis meses de pausa
Eu passei seis meses sem fazer movimentos na minha vida.
Eu deixei a correnteza me levar, porque eu acreditava que Deus tinha uma razão para me deixar assim: mais quieta, mais reflexiva, mais por dentro.
O antes: quando o chão muda
Antes dessa pausa, eu estava trabalhando. E trabalhando muito.
Tinha desafios demais, aprendizado de menos, e um ritmo que não cabia em mim.
Até que veio o desligamento — a empresa não tinha tempo para eu aprender o negócio.
E eu fiquei com aquela sensação de quando a porta fecha e o corpo demora a entender que o som foi real.
O gatilho: a pia e o entulho
O movimento começou de um jeito improvável: eu liguei para um pedreiro.
Uma pia que estava há três anos pedindo reparo finalmente ganhou voz — e eu finalmente respondi.
Ele consertou o vazamento, refez a vedação, sustentou a pedra com mãos francesas e retirou o balcão que estava podre de umidade.
Quando eu vi o entulho — o material todo podre por dentro — eu entendi.
Aquele balcão esteve comigo nos melhores momentos da minha vida na cozinha: família, amigos, conversa, comida, riso.
E agora ele saía em pedaços, como se dissesse: uma fase está indo embora para a nova fase entrar.
Medo e insegurança (e mesmo assim)
Eu senti medo e insegurança.
Porque toda mudança tem um preço: a gente precisa admitir que ficou tempo demais convivendo com um vazamento — por fora e por dentro.
Mas eu também senti uma coisa que eu não sentia há meses: direção.
A prova
A prova concreta do meu movimento foi simples: eu fui atrás do que eu queria.
Eu resolvi um problema real. Eu fiz uma ligação. Eu abri espaço.
E, quando eu abro espaço, a vida encontra onde entrar.
Eu voltei ao movimento.
E eu repito pra mim, como quem acende uma luz: as coisas só acontecem quando eu me movimento.
Se você também está num tempo de pausa, eu queria te perguntar: qual é o menor movimento que você consegue fazer ainda hoje?
Me conta aqui nos comentários. Talvez o seu passo inspire o de alguém — e o de alguém inspire o seu.
— Léo



Comentários